O Parlamento de Uganda autorizou, nesta quinta-feira (6), a mobilização de tropas para uma missão internacional de estabilização na Faixa de Gaza.
A força terá como objetivos apoiar a restauração da paz, proteger civis e facilitar a assistência humanitária. O governo não informou quando os militares serão enviados.
Segundo a proposta aprovada, a missão será multinacional e foi criada após a Resolução 2788 de 2025 do Conselho de Segurança da ONU.
"O contingente das Forças de Defesa do Povo de Uganda permanecerá neutro, cumprirá o direito internacional humanitário, protegerá civis sem tomar partido em disputas políticas e atuará exclusivamente sob o mandato da Missão de Estabilização", afirma o texto.
Questionamentos da oposição
O ministro da Defesa, Kiryowa Kiwanuka, afirmou que a mobilização está amparada pela Constituição e pela lei das Forças Armadas de Uganda.
Parlamentares da oposição criticaram a rapidez da votação e pediram mais tempo para analisar a proposta. Também cobraram relatórios sobre missões anteriores e informações sobre a proteção dos soldados e o apoio às famílias.
"É uma guerra urbana e se torna muito difícil distinguir entre combatentes e civis", afirmou o deputado John Baptist Nambeshe ao alertar para os riscos da operação em Gaza.
Uganda mantém um histórico de participação em missões internacionais na República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Somália e Sudão do Sul.