As importações brasileiras de veículos procedentes da China mais que dobraram nos sete primeiros meses de 2026, com alta de 105,4% em relação ao mesmo período de 2025. É o que aponta um balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgado nesta sexta-feira (7).
No total, 344,1 mil veículos importados entraram no Brasil entre janeiro e julho, volume 25,7% superior ao registrado nos sete primeiros meses de 2025. Os envios procedentes do México também cresceram, com alta de 23,8%.
O presidente da Anfavea, Igor Calvet, afirmou que o volume de importados, próximo de 350 mil unidades, supera a produção no período da maioria das fábricas associadas à entidade. Segundo ele, parte dessa demanda poderia ser atendida pela indústria nacional e gerar mais empregos.
Avanço dos eletrificados
O crescimento das importações ocorre em meio à expansão dos veículos eletrificados, que responderam por 23,5% dos emplacamentos em julho, participação recorde. Um ano antes, elétricos e híbridos somados representavam menos de 11%. No acumulado de 2026, as vendas de eletrificados cresceram 120,8%.
Os veículos totalmente elétricos somaram 25,8 mil emplacamentos em julho, o maior volume da série histórica. A Anfavea afirma que a maior parte dos eletrificados vendidos no país é importada, sem informar nesse dado quantos vieram especificamente da China.
A produção nacional também avançou. As fábricas produziram 253,9 mil autoveículos em julho, alta de 5,9% sobre o mesmo mês de 2025. Nos sete primeiros meses de 2026, o crescimento foi de 8,3%.
Os emplacamentos chegaram a 279,5 mil unidades em julho, maior volume mensal de 2026 e 14,9% acima do registrado um ano antes. No acumulado do ano, o mercado brasileiro superou 1,7 milhão de unidades, alta de 17,9%.