A embaixada chinesa na Argentina respondeu na sexta-feira (7) com um provérbio às tentativas dos EUA de dificultar as operações da Huawei no país.
"Diz um provérbio chinês: Sempre se acha pretextos quando se quer acusar alguém. Generalizar deliberadamente o conceito de segurança nacional não torna mentiras em realidade", lê-se na nota divulgada pela missão diplomática no X.
"A Argentina, como Estado soberano, tem todo o direito de decidir de forma autônoma com quem quer colaborar, sem precisar que outros lhe digam quais empresas e fornecedores são confiáveis e seguros, muito menos que outros a 'ajudem' revogando vistos", acrescentaram.
A nota também sugere que mesmo que um processo de licitação padrão, conduzido por empresas de acordo com os princípios da concorrência de mercado e as regras econômicas e comerciais internacionais, fosse anulado, isso por si só seria suficiente para levar o mundo a se perguntar: "Queremos liberdade ou queremos hegemonia e uma política de força?"
A mensagem da missão diplomática surge após a revelação, esta semana, de que a Embaixada dos EUA em Buenos Aires ameaçou revogar os vistos de pelo menos 18 executivos da Cooperativa Provincial de Serviços Públicos e Comunitários de Neuquén (CALF), a maior distribuidora de energia da Patagônia, caso finalizassem um acordo que estavam negociando com a Huawei.
Segundo Peter Lamelas, embaixador de Donald Trump na Argentina, isso ocorre porque, na visão da Casa Branca, a Huawei representa "uma ameaça" à segurança nacional dos EUA.