
Primeira-ministra do Japão evita mencionar EUA no aniversário do bombardeio de Nagasaki

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, evitou mencionar quem lançou a bomba atômica sobre Nagasaki durante a cerimônia realizada neste domingo (9), em memória do 81º aniversário do bombardeio.

Em seu discurso, Takaichi afirmou que, "há 81 anos, uma bomba atômica lançada sobre a cidade de Nagasaki tirou a vida de muitas pessoas", sem identificar os Estados Unidos como responsáveis pelo ataque.
A cerimônia foi realizada em Nagasaki, onde o Japão homenageia todos os anos as vítimas do ataque nuclear ocorrido em 9 de agosto de 1945. Dezenas de milhares de pessoas morreram imediatamente após a explosão, enquanto muitas outras perderam a vida posteriormente em consequência dos ferimentos e da exposição à radiação.
Esquecendo a história
Em 6 de agosto deste ano, 81 anos depois do bombardeio atômico da cidade em 1945 pelos Estados Unidos, o prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, durante seu discurso em uma cerimônia em memória à tragédia, não mencionou o nome do país que lançou a bomba atômica. Ao mesmo tempo, ele citou o conflito entre Rússia e Ucrânia. O secretário-geral da ONU, António Guterres, ao lembrar o 81º aniversário do bombardeio, também evitou mencionar os Estados Unidos.
Há 81 anos, em agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Foi a primeira e única vez da história que ogivas nucleares foram usadas como arma.
« ENTENDA PORQUE A HUMANIDADE NÃO DEVE ESQUECER DE HIROSHIMA E NAGASAKI COM NOSSO ARTIGO »
No verão de 1945, o Exército Soviético alcançou a fronteira da região da Manchúria, na China, então ocupada, e estava pronto para atacar o Exército de Kwantung, a principal força japonesa. Com esse cenário, a rendição de Tóquio era iminente. Ainda assim, Washington optou por arrasar o Japão.
Consequências dos bombardeios
Os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki estão entre os mais letais da história militar. As estimativas de mortos variam entre 110 mil, segundo o Exército americano nos anos 1940, e 210 mil, de acordo com pesquisadores contrários às armas nucleares.
Além das mortes imediatas, os sobreviventes sofreram envenenamento por radiação, com sintomas como queimaduras, queda de cabelo, náuseas e hemorragias.

