Irã faz alerta à Ucrânia após ataque a navio iraniano

A Ucrânia terá que indenizar os danos causados, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país.

A Ucrânia deve indenizar o Irã pelo ataque ao navio iraniano, afirmou nesta segunda-feira (10) Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano.

"Deixamos nossas posições bem claras e não nos convencemos com a alegação do lado ucraniano de que o ataque foi não intencional", disse, comentando o ataque ao navio iraniano.

Ele acrescentou que as declarações não são suficientes e o regime de Kiev deve indenizar o Irã pelos danos. "Se não o fizerem, tomaremos as medidas necessárias para obter a indenização", afirmou o porta-voz.

Tensões com o regime de Kiev

As declarações de Rezaei ocorrem em meio às tensões provocadas pelo ataque ucraniano a um navio mercante iraniano no Mar Cáspio, registrado em 25 de julho. A ação matou um marinheiro e deixou outro ferido.

Teerã condenou o incidente e destacou que a ação representa uma violação da Carta das Nações Unidas e "um ato de agressão" capaz de ampliar o conflito.

As autoridades iranianas também afirmaram que o ataque demonstra a continuidade da "atitude irracional e hostil do regime ucraniano em relação à República Islâmica do Irã", que, segundo Teerã, nunca interveio no conflito entre Moscou e Kiev.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrey Sibiga, conversou com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, e insistiu que "nunca tiveram a intenção de atacar embarcações ou pessoas civis".

O chefe da diplomacia iraniana afirmou nesta semana que não considerava crível a versão de Kiev de que o ataque ao navio teria sido "involuntário". Ele também declarou que o regime ucraniano deveria assumir de forma clara a responsabilidade por essa "ação ilegal e criminosa".

Moscou, por sua vez, denunciou que "tais ações criminosas demonstram claramente a intenção do regime de Kiev de ampliar o alcance geográfico de sua atividade terrorista".