O Irã abateu um caça F-15E americano em abril com a ajuda de um enxame de drones, informou o New York Times na terça-feira (11).
Autoridades militares dos EUA consultadas pelo jornal acreditam que drones iranianos forneceram aos comandantes informações sobre a localização GPS, velocidade e direção de voo do F-15E. Esses dados permitiram ao Irã localizar a aeronave com precisão.
A tripulação do F-15E afirmou também que o sistema de proteção da aeronave emitiu um alerta apenas meio segundo antes do impacto iraniano, o que não foi tempo suficiente para evitá-lo.
Após a queda do caça, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma pausa no conflito com o Irã. Segundo dois oficiais militares americanos, Washington precisava de tempo para se adaptar às novas táticas de Teerã. No entanto, mesmo durante a trégua, a estratégia do Irã continuou a evoluir.
"Ataque extremamente raro"
O caça americano, avaliado em mais de 60 milhões de dólares, foi abatido no sul do Irã por um míssil terra-ar portátil.
Ambos os pilotos aterrissaram em território iraniano, o que levou as forças americanas a iniciarem imediatamente uma operação de busca e resgate. Um deles foi resgatado ainda naquele dia por dois helicópteros militares. Durante a operação de resgate, um dos helicópteros foi alvejado por armas leves e vários ocupantes ficaram feridos.
Segundo a Al Jazeera, pelo menos quatro pessoas perderam a vida na zona do resgate e mais uma ficou ferida. Posteriormente, a agência de notícias foi informada de que o número de mortos era maior.
O segundo homem foi resgatado apenas dois dias depois: ele passou mais de um dia ferido e escondido em uma área montanhosa. Cerca de 200 soldados de unidades de operações especiais participaram do resgate.
Ao mesmo tempo, o Irã abateu um caça A-10 Warthog. Foi a primeira vez que duas aeronaves militares americanas foram abatidas por fogo inimigo em mais de 20 anos, demonstrando a capacidade de retaliação do Irã.