Notícias

EUA aceleram compra de mísseis diante do esgotamento de seus arsenais

Imprensa americana destacou o esgotamento dos estoques de armas devido, em particular, à agressão lançada por Washington contra o Irã.
EUA aceleram compra de mísseis diante do esgotamento de seus arsenaisGettyimages.ru / U.S. Navy

O Pentágono prepara um forte aumento nas compras de interceptores de defesa antimísseis, informou a Fox News analisando documentos do Exército dos EUA na terça-feira (11).

O orçamento do Exército para o ano fiscal de 2027 prevê a aquisição de 2.798 mísseis PAC-3 MSE e 857 interceptores THAAD. Em comparação, o departamento adquiriu 230 PAC-3 MSE em 2024 e 214 em 2025. Em abril de 2025, a meta total de aquisição dos PAC-3 MSE foi elevada de 3.376 para 13.773 unidades.

De olho na China

A mídia também levantou a questão do que aconteceria em um conflito mais prolongado com um adversário como a China. Uma análise da Heritage Foundation, citada pelo veículo, estima que os EUA precisariam de 7.082 interceptores PAC-3 MSE e 1.394 sistemas THAAD como um arsenal mínimo viável em um confronto com a nação asiática.

No entanto, o aumento das compras não permitirá o reabastecimento imediato dos estoques. Os interceptores avançados dependem de linhas de produção especializadas e de uma rede de fornecedores que não pode ser expandida imediatamente, portanto, o reabastecimento dos arsenais levará tempo.

Arsenal sob pressão

Imprensa americana já havia noticiado a redução dos estoques de armas, em particular devido à agressão contra o Irã. Uma análise dos sistemas de defesa aérea conduzida pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), afirma que os estoques americanos de mísseis considerados críticos estão em níveis baixos como resultado do conflito armado com a nação persa. Os estoques de mísseis Patriot foram reduzidos em dois terços, enquanto o inventário de mísseis THAAD, estimado em 452 antes do conflito, teria sido reduzido pela metade.

A Reuters informou que os EUA utilizaram "praticamente todo" o seu estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante os cinco meses de conflito com o Irã, mais especificamente as armas superfície-superfície, como os mísseis ATACMS e os mísseis de ataque de precisão (PrSM).