O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, exigiu pessoalmente que o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, cessasse os ataques à infraestrutura do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (KTK), informou o Financial Times nesta quarta-feira (12).
Após um telefonema em 31 de julho, a Ucrânia parou de atacar petroleiros perto do terminal do consórcio no porto de Novorossiysk, na Rússia.
Segundo o jornal, Washington expressou alarme com o fato de os ataques ucranianos estarem desestabilizando ainda mais os mercados globais de petróleo e prejudicando empresas americanas. Os alvos de Kiev eram navios que transportavam petróleo bruto do Cazaquistão por oleoduto até o terminal KTK no porto russo do Mar Negro.
"Ouvimos atentamente nossos parceiros americanos", afirmou um alto funcionário ucraniano, acrescentando que Kiev estabeleceu os "mecanismos" relevantes em resposta à solicitação de Washington. O funcionário também observou que a KTK tem sido "participante regular em negociações com os governos dos EUA e do Cazaquistão".
Ataque contra o KTK
O Consórcio do Oleoduto do Cáspio é a principal via para o transporte de petróleo da região do Cáspio para os mercados globais. O oleoduto, com mais de 1.500 quilômetros de extensão, liga os campos petrolíferos do oeste do Cazaquistão ao terminal marítimo de Novorossiysk, onde o petróleo é carregado em navios-tanque.
Em abril, o Ministério da Defesa russo anunciou que o regime ucraniano havia lançado um ataque com drones contra infraestrutura petrolífera crucial no porto da cidade russa de Novorossiysk, no Mar Negro, em tentativa de desestabilizar o mercado global de hidrocarbonetos e interromper o fornecimento de produtos petrolíferos aos consumidores europeus.
As instalações da empresa internacional de transporte de petróleo Consórcio do Oleoduto do Cáspio, segundo o Ministério, foram deliberadamente atacadas para causar o máximo prejuízo económico aos seus maiores acionistas: empresas de energia dos Estados Unidos e do Cazaquistão.