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EUA miram em operações em terra para intervenções contra narcotráfico na América Latina

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, revelou planos de operações terrestres contra cartéis, com parceiros como Colômbia e Equador, ampliando campanha aérea que já matou 215 pessoas.
EUA miram em operações em terra para intervenções contra narcotráfico na América LatinaDepartamento de Guerra dos EUA / Captura de Tela

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciou na quinta-feira (13), durante visita ao treinamento de operações na selva no Panamá, que o governo americano planeja ataques "em terra" contra narcotraficantes na América Latina.

A medida expande a campanha militar americana de bombardeios aéreos iniciada em setembro de 2025 contra supostas lanchas no Caribe e Pacífico, que deixou ao menos 215 mortos.

"Estamos trabalhando com o Equador, estamos trabalhando com a Colômbia, estamos trabalhando com parceiros para trazer a luta para as organizações terroristas em terra", declarou o secretário.

"Em qualquer lugar que você trafique drogas, onde você ameaça o povo americano ou nossos parceiros, você é um alvo, assim como ISIS ou Al-Qaeda." 

A visita ocorre durante exercício multinacional Panamax e integra a Coalizão Anticartéis das Américas (ACCC), aliança de 19 países liderada por Donald Trump, que reúne governos de direita como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Honduras e Peru.

A campanha aérea anterior é criticada por juristas e organizações de direitos humanos como execuções extrajudiciais. O secretário defendeu a letalidade das operações, rejeitando processos judiciais.

"Não vamos submetê-los a um processo judicial, onde sabemos que serão liberados. Vamos destruir estas redes com todas as capacidades do governo americano", afirmou, sublinhando a convocação feita anteriormente a aliados na região para que deixem o Tribunal Penal Internacional.

Ele indica que, no curto prazo, espera em terra a mesma "capacidade operacional como a que viram com os ataques às lanchas".