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Chefe da Playboy denunciou Epstein em 2005, mas FBI ignorou por 15 anos — imprensa

A agência supostamente ignorou a denúncia e prometeu assistência sem tomar qualquer providência durante 15 anos.
Chefe da Playboy denunciou Epstein em 2005, mas FBI ignorou por 15 anos — imprensaGettyimages.ru / Robert Mora / Patrick McMullan

O fundador da revista Playboy, Hugh Hefner, denunciou ao FBI em 2005 que uma de suas modelos havia sido vítima de abuso sexual e tráfico pelo financista Jeffrey Epstein e pessoas de seu círculo, conforme revelam documentos judiciais divulgados pela jornalista Julie K. Brown, do jornal americano Miami Herald.

A então coelhinha da Playboy Audra Christiansen contou a Hefner que era sobrevivente de Epstein e solicitou que ele contatasse as autoridades, argumentando que teria mais influência junto à agência do que ela própria.

Segundo os registros judiciais, ela foi estuprada por Epstein logo após conhecê-lo e traficada durante uma década. Christiansen teria também identificado outras figuras influentes dentre os responsáveis pelos crimes; dentre eles, Stanley Ho, bilionário de Hong Kong.

Promessas vazias

Hefner teria contatado o FBI diversas vezes com essas informações, segundo relatos. A agência prometeu assistência e acompanhamento a Christiansen, mas não investigou as alegações por aproximadamente 15 anos, só entrando em contato com ela em outubro de 2020, após a morte de Epstein.

O caso integra processo movido por 34 sobreviventes contra os Estados Unidos em tribunal da Flórida. O governo tenta extinguir o processo, argumentando que as vítimas deveriam ter acionado a Justiça em até dois anos após os crimes, ocorridos entre 1996 e 2017.

Em contraposição, o advogado Arick Fudali afirmou que autoridades falharam com as sobreviventes por décadas.