Os EUA estão considerando autorizar seus aliados europeus da OTAN a usar munições e mísseis de fabricação americana em lançadores produzidos fora do país, informou a Euractiv nesta terça-feira (18). A mudança eliminaria um dos principais obstáculos ao compartilhamento de munição durante um potencial conflito.
A medida implicaria em flexibilizar a política de Washington, que atualmente restringe munições como as usadas no sistema MLRS a plataformas americanas como o HIMARS e o M270. A questão ganhou destaque porque vários países europeus estão expandindo seus arsenais de artilharia de longo alcance, mas optaram por sistemas diferentes.
Enquanto Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia e Itália escolheram o HIMARS, Alemanha, Espanha, Dinamarca, Holanda e Grécia estão adquirindo lançadores Euro-PULS. Essa incompatibilidade poderia dificultar a troca de munições dentro da Aliança e limitar as operações em caso de escassez.
De acordo com a Euractiv, a integração técnica de projéteis americanos em outros lançadores seria viável, portanto, os principais obstáculos seriam de ordem política e comercial. Washington também está caminhando para uma maior integração de sua indústria bélica com a Europa: já aprovou planos para fabricar o míssil tático ATACMS na Alemanha, o que representaria a primeira produção do armamento fora dos EUA.