O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (18) uma imagem do Estreito de Ormuz em sua conta no Truth Social com a legenda "Novo território dos EUA", reafirmando sua ideia de declarar a via como território americano.
Esta não é a primeira vez que o presidente expressa essa opinião; durante um pronunciamento público na segunda-feira (17), ele afirmou que considerava "uma ótima ideia" e que seu país tem "controle total" sobre o estreito.
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O presidente americano reconheceu que os iranianos podem ser "um incômodo" e plantar minas, mas afirmou que o bloqueio tem sido "muito eficaz" e que "milhões de barris de petróleo estão sendo extraídos todas as semanas".
Controle do estreito
Na última sexta-feira (14), Trump alertou que, "após derrotar o Irã, que está sendo derrotado de forma decisiva ", pretende declarar o estreito, sob jurisdição da República Islâmica, como território dos EUA. Em suas palavras, neste momento, Washington é, de fato, o dono do Estreito de Ormuz.
Por sua vez, o Irã rejeitou categoricamente a alegação de Trump."O Estreito de Ormuz não pode ser tomado por um tweet, um porta-aviões ou um decreto", escreveu o vice-ministro das Relações Exteriores, Gharibabadi, que afirmou que o estreito "foi, é e será iraniano" e que "só será aberto e fechado sob o comando do Irã".
Ormuz: ponto central de atrito
O Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais importantes do mundo, tornou-se um dos principais focos de tensão desde que os Estados Unidos, em conjunto com Israel, lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro.
Em resposta,Teerã fechou a via marítima e iniciou diálogos com Omã para estabelecer um mecanismo conjunto de trânsito marítimo.
Em 8 de julho, Trump declarou encerrado o cessar-fogo alcançado na noite entre 17 e 18 de junho, após o que as forças norte-americanas lançaram vários ataques contra o Irã. Washington acusou Teerã de atacar embarcações comerciais em Ormuz, enquanto o Irã denunciou violações dos Estados Unidos ao memorando de entendimento e respondeu com diversos ataques contra bases militares americanas no Oriente Médio.
Em 5 de agosto, Teerã informou que Irã e Omã acordaram as coordenadas geográficas de uma nova rota através do Estreito de Ormuz.
Em 8 de agosto, o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que a nova ordem imposta pelo Irã no Estreito de Ormuz é "irreversível" e advertiu que os Estados Unidos não têm alternativa senão aceitá-la ou "arcar com custos muito maiores" do que no passado.
Em 9 de agosto, a Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano aprovou um projeto de lei que prevê novas normas para o trânsito pelo estreito, assegurando que nenhuma embarcação poderá atravessá-lo sem autorização do Irã.