
Pyongyang lança alerta aos EUA e Coreia do Sul sobre exercícios militares conjuntos

A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) emitiu um alerta severo na quarta-feira, citado pela agência de notícias estatal KCNA, em meio aos exercícios militares conjuntos anuais entre os EUA e a Coreia do Sul, lembrando a todos do seu direito à autodefesa.

"Enquanto nossos inimigos não abandonarem seu sonho temerário de subjugar qualquer um pela força e não cessarem suas tentativas de destruir o equilíbrio de poder não apenas na Península Coreana, mas também no Nordeste Asiático e na região da Ásia-Pacífico, nosso exercício do direito à autodefesa para neutralizar as ameaças militares de nossos inimigos será caracterizado por ações mais evidentes", afirmou.
Pyongyang destaca ser necessário "contrapor essas manobras", que, segundo alega, "estão se tornando mais sérias com o tempo". "A RPDC sempre terá como alvo todos os inimigos que violam e ameaçam sua segurança soberana, com um ataque retaliatório preciso e devastador", conclui. Além disso, fora advertido que esses exercícios "nunca produzirão o resultado desejado".
Exercício militar em meio a tensões entre aliados
Os exercícios militares conjuntos entre a Coreia do Sul e os EUA serão encerrados antes do previsto a pedido de Washington, informou na quinta-feira (13) o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, citado pela agência Yonhap. Segundo a instituição, as manobras anuais Ulchi Freedom Shield (UFS), que começaram na segunda-feira (17) e estavam programadas para durar dez dias, terminarão na sexta-feira (21). A parte de treinamento em campo também será reduzida em certa medida, embora os dois exércitos ainda estejam definindo os detalhes concretos.
O Estado-Maior indicou ainda que o Quartel-General das Forças Combinadas já opera a partir de dois postos de comando separados — o bunker CP Tango e o Camp Humphreys — para se adequar ao novo escopo dos exercícios. Um porta-voz do Exército dos Estados Unidos declarou anteriormente que os exercícios deste ano foram concebidos para se adaptar às capacidades cada vez mais avançadas da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) e incluíam treinamento contra drones, interferências de GPS e ataques cibernéticos.
A decisão atende a um pedido do governo dos Estados Unidos após as declarações do presidente Donald Trump, que, no domingo (16), solicitou ao secretário de Guerra, Pete Hegseth, que reduzisse as manobras conjuntas com a Coreia do Sul. A decisão de Trump baseou-se no custo desses exercícios, em seu bom relacionamento com o líder da RPDC, Kim Jong-un, e na falta de apoio de Seul em relação ao Irã.

