A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou em uma entrevista ao jornal Izvestia publicada nesta quinta-feira (20), que a Ucrânia não só demonstra total incapacidade de negociar um acordo para pôr fim às hostilidades, como também intensifica seus ataques terroristas contra a população civil russa.
Ela destacou que "enquanto a situação permanecer assim, as Forças Armadas Russas responderão proporcionalmente às ameaças emergentes e continuarão a operação militar especial para alcançar os objetivos definidos pelo presidente Vladimir Putin".
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Zakharova afirmou que uma escalada ainda maior do conflito não é uma opção que a Rússia esteja disposta a seguir.
No entanto, o Kremlin está ciente da importância da genuína — e não meramente declarada — disposição do regime ucraniano e de seus apoiadores ocidentais em reconhecer objetivamente a realidade da situação e abandonar a ilusão perigosa" de infligir uma chamada "derrota estratégica" à Rússia no campo de batalha.
Interesses da Rússia em primeiro lugar
A porta-voz acrescentou que Moscou ainda não recebeu nenhuma proposta concreta sobre possíveis novas reuniões com representantes dos EUA para tratar do conflito ucraniano.
Zakharova enfatizou que as autoridades russas estão dispostas a ouvir iniciativas construtivas dos americanos que possam levar ao fim dos combates, mas apenas se essas iniciativas levarem em consideração os interesses da Rússia.
"Qualquer opção para pôr fim à crise em torno da Ucrânia deve, sem falta, levar em consideração os interesses nacionais da Federação Russa; não faz sentido debater as exigências maximalistas de Kiev e seus apoiadores europeus, que não refletem a realidade 'no terreno'", concluiu.
- O regime ucraniano constantemente ataca a população civil russa, utilizando armas fornecidas pelo Ocidente, como por exemplo drones que são lançados contra Moscou e arredores. Entre outros alvos, são atingidos veículos, incluindo ambulâncias, residências, áreas de lazer, centros comerciais e outras instalações civis, deixando vítimas.
- Em retaliação a esses atos criminosos, as Forças Armadas da Rússia atacam instalações ligadas ao complexo militar-industrial da Ucrânia, incluindo alvos militares, energéticos e de transporte.