Greve dos bancários enfrenta nova realidade com operações digitais em alta

A Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ) informou nesta quinta-feira que os trabalhadores do setor aderiram à paralisação nacional de 24 horas convocada pelas entidades que representam a categoria.

A greve dos bancários, que ocorre nesta quinta-feira (20), tem impacto menor sobre a rotina dos clientes diante da forte migração das operações para plataformas digitais, conforme publicado pelo UOL.

Pagamentos, transferências e outras transações podem continuar sendo realizados por aplicativos e internet banking mesmo com agências fechadas.

Dados da Febraban mostram que 83% das 240,8 bilhões de transações bancárias realizadas em 2025 ocorreram por meios digitais.

No mesmo período, agências e caixas eletrônicos responderam por apenas 6% das operações.

Agências perdem espaço

A mudança também aparece no comportamento dos clientes. Nos últimos cinco anos, os vínculos bancários cresceram 10,2%, passando de 159 milhões para 175,2 milhões, enquanto os canais físicos perderam participação na rotina bancária.

Para Leandro Vilain, presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a mudança tende a ser permanente.

Por que os bancários pararam?

A Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ) informou que os trabalhadores do setor aderiram à paralisação nacional de 24 horas convocada pelas entidades que representam a categoria, publicou o g1.

Segundo os sindicatos, o movimento tem entre suas reivindicações aumento real dos salários e oposição ao fechamento de agências. Até a última atualização, não havia um balanço sobre o número de unidades que deixaram de funcionar no estado.