Putin sobre aumento dos ataques russos: 'Kiev abriu uma caixa de Pandora'

O presidente russo discutiu os principais desafios para o desenvolvimento do país durante uma entrevista concedida neste sábado ao jornalista Pavel Zarubin.

O aumento dos ataques russos contra a Ucrânia faz parte de uma escalada iniciada pelo próprio regime de Kiev, que teve como alvo infraestruturas civis e logísticas em território russo, afirmou o presidente russo Vladimir Putin.

Em entrevista ao jornalista Pavel Zarubin, o presidente afirmou que o objetivo desses bombardeios era prejudicar a economia russa; no entanto, com essa decisão, Kiev abriu uma "caixa de Pandora", causando danos às áreas mais vulneráveis ​​da atividade econômica ucraniana.

Impacto nos setores econômicos

"O regime de Kiev tinha como objetivo prejudicar nossa economia. O que fez? Abriu a própria caixa de Pandora", declarou Putin. Ele acrescentou: "Bem, eles verão as consequências em seus setores econômicos mais sensíveis, que, francamente, já estão à beira do colapso."

O presidente russo especificou que isso também afeta a produção agrícola e as exportações de alimentos, das quais, segundo ele, o regime ucraniano obtém sua principal fonte de renda.

O líder russo afirmou que o resultado para o adversário foi "diretamente o oposto das expectativas" e que "o regime de Kiev e seus mestres não podem obter nenhuma vantagem, não obtiveram nenhuma e nunca obterão".

De acordo com o presidente russo, a escalada ucraniana se baseia em "relações públicas e ambições", e não em uma análise objetiva da situação. Em resposta a essa "aventura", a Rússia intensificou os ataques contra o complexo militar-industrial ucraniano, inclusive em Kiev, e começou a retaliar contra a logística e a indústria civil russas.

Ações de Retaliação e Avanço Militar

Putin também advertiu que, se a Ucrânia pretende interromper a logística russa, as ações de retaliação não tardarão a chegar. O presidente russo enfatizou que os ataques russos são "muito mais sensíveis e muito mais destrutivos" e reiterou que "sempre haverá uma resposta". Entretanto, ele insistiu que as ações de Kiev não alteraram o curso da frente e que as forças russas "não apenas continuam a ofensiva em todas as direções, mas aceleraram o ritmo do avanço".