O governo dinamarquês planeja endurecer as regras de residência para cidadãos ucranianos e limitar o direito de permanência no país escandinavo àqueles de regiões "menos afetadas" pelas hostilidades.
"O governo ajustará as regras para que ucranianos residentes em áreas do país menos afetadas pela guerra não possam mais obter uma autorização de residência temporária" sob condições favoráveis, de acordo com a Lei Especial sobre a Ucrânia, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério da Imigração e Integração da Dinamarca.
O chefe do ministério, Morten Bodskov, indicou que "atualmente, os municípios acolhem aproximadamente 47,6 mil ucranianos deslocados, e alguns estão sob extrema pressão". "Portanto, o governo ajustará os regulamentos para que apenas os ucranianos que mais necessitam de proteção possam obter uma autorização de residência sob as novas regras, mais flexíveis", afirmou.
Segundo ele, "alguns municípios estão com dificuldades para encontrar moradia para o grande número de ucranianos e integrá-los à sociedade dinamarquesa". "Portanto, o governo agora limitará o número de ucranianos que chegam à Dinamarca, ajudando assim a aliviar a pressão sobre os municípios", acrescentou.
As mudanças propostas:
- Um total de 14 regiões ucranianas serão consideradas "menos afetadas" pelas hostilidades.
- Ucranianos que recebem assistência financeira serão obrigadas a trabalhar.
- Os regulamentos escolares que permitem o ensino em inglês ou ucraniano, inclusive remotamente da Ucrânia, serão revistos.