
Japão reorganiza suas forças armadas em meio às acusações de revanchismo

O Japão reorganizará o Ministério da Defesa e as Forças de Autodefesa a fim de "fortalecer a política de segurança no ambiente mais complexo e adverso no período pós-guerra", escreveu a primeira-ministra Sanae Takaichi nesta segunda-feira (24) no X.

A primeira-ministra destacou a necessidade do fortalecimento da defesa no domínio espacial, afirmando que "o espaço se tornou a base das operações das Forças de Autodefesa e do próprio tecido da vida nacional".
Tóquio lançará seu primeiro satélite de reconhecimento, juntamente com o projeto do Grupo de Operações Espaciais, até o final de março do próximo ano. O plano pretende renomear a Força Aérea de Autodefesa para Força Aeroespacial de Autodefesa.
Mudanças nas forças terrestres
Em relação às forças terrestres, o Japão planeja aumentar seu contingente militar nas ilhas do sudoeste e em Okinawa, elevando a 15ª Brigada ao status de divisão. A força crescerá de 2.300 para 3.900 militares: um novo regimento de infantaria está previsto, e unidades de segurança ficarão sob seu comando.
O número de vice-ministros aumentará de um para dois no Ministério da Defesa e nas Forças de Autodefesa. Segundo Takaichi, durante as frequentes viagens do Ministro da Defesa ao exterior, um representante interino é nomeado.
Em situações de emergência, esse representante também deve desempenhar as funções do ministro, além das suas próprias, "o que pode levar a uma carga de trabalho excessiva", observou ela. Além disso, a iniciativa visa "fortalecer ainda mais o sistema de apoio político".
As medidas serão implementadas por meio de três documentos: "Estratégia de Segurança Nacional", "Estratégia de Defesa Nacional" e "Plano de Desenvolvimento da Capacidade de Defesa".
A Rússia e a China por sua vez comentaram sobre a crescente militarização do Japão. A China criticou o governo japonês por evitar uma reflexão sincera sobre as lições da Segunda Guerra Mundial e minimizar sua responsabilidade histórica, enfatizando que as ações do Japão preocupam seus vizinhos asiáticos e a comunidade internacional. Enquanto isso, o governo russo apelou ao país, que foi "um dos principais agressores na Segunda Guerra Mundial", para que abandonasse as tentativas de "reescrever as páginas desumanas de sua própria história".

