O presidente dos EUA, Donald Trump, está intervindo cada vez mais nos mercados em uma tentativa de conter o descontentamento público com os altos preços ao consumidor, informou o Axios no sábado (22).
O governo atual enfrenta críticas relacionadas ao seu programa econômico e foi forçado a recuar ou atenuar em diversas medidas, incluindo tarifas e preferências para produtores nacionais.
No entanto, as medidas garantem apenas um alívio limitado e continuam incapazes de alterar a situação na véspera das eleições de meio de mandato.
Situação no mercado interno
O presidente assinará em breve uma ordem executiva para aumentar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina que pode entrar nos EUA com tarifas de importação reduzidas. Segundo a Casa Branca, a medida terá vigência de 90 dias.
O presidente declarou nas redes sociais que planeja vender carne bovina importada com um desconto de 25% em relação aos preços atuais de mercado. Em julho, o preço médio da carne moída passou dos US$ 15 kg por quilograma, um aumento de cerca de 10% em comparação com o ano anterior.
O rebanho bovino dos EUA atingiu seu nível mais baixo em 65 anos. A seca e os altos preços reduziram a produtividade no setor pecuário americano.
As importações de gado ainda são prejudicadas pelas altas tarifas impostas pelo governo Trump. Os principais fornecedores são Brasil, Austrália, Canadá, México e Nova Zelândia.
Crescentes preocupações
A guerra com o Irã abalou os mercados globais de energia e impactou severamente os cidadãos americanos. Ao mesmo tempo, Trump está endurecendo sua política tarifária, gerando ainda mais descontentamento, inclusive entre seus apoiadores republicanos.
A imposição de tarifas de 50% sobre uma série de produtos canadenses provocou uma forte reação.
Políticos republicanos instaram Trump e autoridades canadenses a retornarem à mesa de negociações, reconhecendo que as tarifas estão prejudicando a economia dos EUA.