Irã minimiza novas sanções dos EUA e diz que parceiros não temem ameaças

Secretário do Tesouro dos EUA apresentou nesta segunda-feira (24) uma nova estratégia de pressão econômica contra o Irã e seus parceiros, chamada Operação "Pária Econômico".

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta segunda-feira (24) que as ameaças econômicas dos Estados Unidos não têm credibilidade, inclusive entre os parceiros comerciais da República Islâmica.

"Os americanos sabem que ninguém acredita em suas bravatas. Os Estados Unidos não estão em uma posição econômica para querer limitar ainda mais suas relações com outros países", escreveu Ghalibaf nas redes sociais.

Segundo ele, parceiros comerciais do Irã informaram, por meio da imprensa e de mensagens, que não levam as declarações de Washington a sério.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, apresentou nesta segunda-feira (24) uma nova estratégia de pressão econômica contra o Irã e seus parceiros, chamada Operação "Pária Econômico". A iniciativa mira ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo.

Pressão econômica

Bessent afirmou que Washington aplicará sanções a quem continuar cooperando com o Irã. "Qualquer entidade que facilite a lavagem de dinheiro em nome do Irã será excluída do sistema do dólar americano. O relógio acaba de começar a correr", declarou.

A estratégia havia sido discutida e acompanhada pela promessa de "a operação econômica mais esmagadora já realizada contra qualquer país". Segundo a NBC News, Bessent não anunciou nenhuma medida concreta e imediata.

Teerã considera ilegais as medidas e defende seu direito soberano de manter relações comerciais com parceiros estrangeiros.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (24) que o país "não aceitará que o agressor dite condições para pôr fim à guerra". "O Irã não iniciou nenhuma guerra e apenas defendeu sua soberania e integridade territorial; portanto, a parte agressora deve responder por suas ações", declarou.