O Instituto Judaico para a Segurança Nacional da América (JINSA) apresentou um plano para ampliar a cooperação militar entre os Estados Unidos e Israel. Entre as propostas está o envio de tropas americanas para bases em território israelense.
Em um relatório recente, o instituto sugere a elaboração de um novo memorando de entendimento entre os dois países, em substituição ao acordo atual, que expira em 2028. O pacote de medidas prevê iniciativas avaliadas em US$ 3,8 bilhões, com o objetivo de aprofundar e ampliar a parceria militar entre Washington e Tel Aviv.
Entre as propostas estão a integração de tecnologias israelenses aos sistemas de defesa americanos, a criação de um pacto de defesa mútua e a transferência de tropas dos EUA atualmente estacionadas em bases no Golfo Pérsico para instalações militares em Israel.
"Ameaça à segurança nacional"
As ideias, porém, viram alvo das críticas dentro dos próprios Estados Unidos. Jennifer Kavanagh, pesquisadora sênior e diretora de análise militar do think tank Defense Priorities, classificou as propostas como uma possível "ameaça à segurança nacional dos EUA".
Segundo ela, uma maior presença militar americana em Israel poderia aumentar o risco de Washington se envolver diretamente em futuros conflitos. Kavanagh defende que o governo de Donald Trump permita que o atual memorando expire sem firmar um novo acordo.
A especialista também questionou a necessidade de um pacto de defesa mútua, argumentando que Israel possui capacidade militar suficiente para defender seu território. Para ela, a presença permanente de tropas americanas poderia reduzir o incentivo dos líderes israelenses para agir com cautela em situações de conflito.