O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu um inquérito civil para investigar a atuação do TikTok na transmissão e disseminação de um vídeo que registrou o estupro coletivo de uma estagiária de 17 anos, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, conforme publicado pelo Metropoles nesta terça-feira (25).
O caso ganhou repercussão após o vídeo, publicado por um dos envolvidos, alcançar 28,5 mil compartilhamentos, mais de 173 mil curtidas e 1.677 comentários.
Investigação
O inquérito foi aberto após uma representação da Bancada Feminista do PSOL.
O MPSP pretende verificar se houve falhas na moderação do conteúdo e se os mecanismos da plataforma contribuíram para ampliar sua distribuição.
Entre os pontos analisados está a possibilidade de o algoritmo ter recomendado a publicação a usuários que não seguiam o perfil responsável.
Matheus Costa Silva, de 19 anos, apontado como o único adulto entre os envolvidos no crime, foi preso temporariamente no dia 1º, segundo registros do Tribunal de Justiça de São Paulo.
A Promotoria também pretende avaliar eventual responsabilidade civil e administrativa do TikTok pela circulação do material e por possíveis falhas na prestação do serviço.