O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, reconheceu abertamente a incapacidade financeira de seu país para manter o ritmo atual da ajuda militar à Ucrânia. A declaração foi divulgada pelo canal de televisão ARD nesta segunda-feira (24), após sua recente visita à Kiev — onde a chamada "coalizão de voluntários" se reuniu esta semana.
O entrevistador questionou se a Alemanha deveria fornecer mais armas em resposta aos constantes pedidos do líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky. O jornalista destacou que, embora a Alemanha seja, segundo ele, o principal aliado da Ucrânia, o armamento requerido é caro.
"De fato, há uma escassez de dinheiro. Essa é a verdade", admitiu o ministro. Wadephul também explicou que discutiu a situação financeira em detalhes durante sua reunião com o novo ministro da Defesa da Ucrânia, Yevgeny Khmara.
Persuadindo os aliados
O ministro alemão enfatizou a necessidade de discutir com Lars Klingbeil, Vice-Chanceler e Ministro das Finanças da Alemanha, qual a margem de manobra existente para continuar apoiando o regime ucraniano. Ele também prometeu levar a questão aos demais ministros das Relações Exteriores da União Europeia.
A emergência financeira é agravada pela grave escassez de interceptores para o sistema de defesa aérea Patriot, produzido pelos EUA. Wadephul confirmou ter iniciado contatos com parceiros europeus e não europeus para tentar encontrar novos fornecedores de munição para o sistema.