
Cientista político explica a Tucker Carlson como será a provável resposta iraniana aos EUA

Os Estados Unidos tentarão "vender qualquer fim da guerra como uma espécie de vitória" contra o Irã, mas, na realidade, "é provável que seja uma derrota", já que a República Islâmica ainda possui uma perigosa capacidade de retaliar contra uma guerra que considera imposta e injustificada, declarou o cientista político e professor da Universidade de Harvard, Stephen Walt, em um episódio do programa de Tucker Carlson, publicado na segunda-feira (24).

Ao contrário dos EUA, que iniciaram o conflito sem interesses vitais em jogo, para o Irã trata-se de "uma guerra de sobrevivência".
Portanto, a república Islâmica está preparada para correr riscos imensos, e sua vontade de resistir é muito maior do que a dos Estados Unidos, observou o analista.
Opções reais de resposta
Apesar dos danos militares infligidos desde o início do conflito, os iranianos "tinham opções reais" e ainda possuem cartas fortes na manga, enfatizou o cientista político.
Essas capacidades incluem o bloqueio ou fechamento de fato do Estreito de Ormuz, bem como a possibilidade de "causar danos significativos às instalações militares americanas na região".
Além disso, os parceiros dos EUA no Oriente Médio também podem se tornar alvos de ataques retaliatórios iranianos: "os Estados do Golfo, a Arábia Saudita, possivelmente até mesmo Israel", alertou ele.
"Então, de repente, eles têm o potencial para intensificar o conflito", opinou o especialista, observando que, dada a completa falta de confiança em Washington, Teerã busca estabelecer uma dissuasão definitiva por meio de danos econômicos e estratégicos, para que a Casa Branca não queira retomar os ataques no futuro.
Segundo Walt, a lógica de resposta iraniana pode ser resumida da seguinte forma: "Preciso garantir que os EUA paguem um preço significativamente alto por isso, para que aprendam a não fazer isso novamente."

