Presidente do Irã diz que inimigos tentam provocar colapso do país por pressão econômica

Masoud Pezeshkian afirmou que Estados Unidos e outros adversários recorrem à pressão e à divisão interna após não conseguirem derrotar o país militarmente.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira (25) que adversários do país tentam provocar seu colapso por meio de pressão econômica e divisão interna, após concluírem que não conseguem derrotar a República Islâmica pela via militar. A informação foi publicada pela agência IRNA.

Durante uma reunião com jovens, Pezeshkian disse que criar divisão e discórdia é um dos objetivos dos adversários de Teerã. "Hoje em dia, as guerras mudaram de natureza", afirmou.

O mandatário iraniano prosseguiu sobre as tentativas estrangeiras de desestabilizar o país. "Os inimigos perceberam que não podem fazer a nação iraniana se render ou derrotá-la militarmente, por isso se concentraram em criar problemas sociais e insatisfação econômica para arrastar o Irã ao caos", declarou.

Pressão econômica

Pezeshkian também destacou a resistência do país diante das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. "Mas devemos ceder diante dos problemas e nos render? Claro que não. Cada um de nós encontrará uma solução e, com a participação de todos os membros da sociedade, construiremos nossa região e nosso país", disse.

O presidente também mencionou tentativas anteriores de desestabilização e afirmou que os adversários calcularam que os "distúrbios de dezembro e janeiro", seguidos por um grande ataque, poderiam provocar o colapso do país. "Isso não aconteceu graças à unidade e à coesão que existem no seio da sociedade", afirmou Pezeshkian.

Unidade nacional

Segundo o presidente, os esforços do governo estão concentrados em preservar a unidade nacional, que ele classificou como requisito fundamental para o progresso coletivo.

"Todos devemos nos unir para construir nossa pátria. Se cooperarmos e nos coordenarmos, podemos construir o país, mas, se dividirmos as pessoas entre os nossos e os outros, enfrentaremos divisão e conflito", declarou.