O regime de Kiev praticamente deixou de usar veículos blindados em combate e mantém tanques ocidentais inativos na região de Kharkov, enquanto aposta em drones mais baratos. A informação foi publicada pelo The New York Times nesta terça-feira (25).
Tanques avaliados em mais de US$ 10 milhões permanecem escondidos em áreas de floresta e chegam a ficar cobertos por teias de aranha.
"Praticamente não estamos utilizando veículos blindados. Isso levanta a seguinte questão: como podemos neutralizar essa vantagem dos drones e dar um novo impulso aos nossos veículos blindados?", afirmou Alexander Syrsky, destituído do cargo de comandante-chefe das Forças Armadas de Kiev no fim de julho.
Avanço dos drones
Kiev começou a pedir tanques ocidentais em fevereiro de 2022, mas os aliados só concordaram em enviar os veículos em janeiro de 2023. Os blindados estrangeiros passaram a integrar a 33ª Brigada Mecanizada.
Quando os tanques chegaram ao campo de batalha, no fim da primavera de 2023, drones de baixo custo já eram amplamente utilizados e podiam atingir os veículos em seus pontos mais vulneráveis.
Soldados russos passaram então a instalar redes e estruturas de proteção contra drones sobre os tanques. "Naquela época, as pessoas riam deles e diziam que estavam fazendo churrasqueiras (...) Mas estavam no caminho certo", afirmou "Energetyk", chefe de manutenção de tanques da 33ª Brigada.
Tanques inativos
Depois que os dois lados começaram a adotar medidas de proteção contra drones, blindados pesados deixaram de ser usados em ataques com a mesma frequência.
Na junta de Kiev, os tanques são atualmente empregados no treinamento de soldados, com exercícios de tiro uma vez a cada duas semanas, em média. Durante a maior parte do tempo, permanecem inativos na região de Kharkov.