Estudo revela alta incidência de doença cerebral entre ex-jogadores da NFL

Pesquisa aponta que 215 dos 235 ex-atletas que doaram o cérebro apresentavam sinais de encefalopatia traumática crônica, associada a impactos repetidos na cabeça.

Pelo menos um quarto dos ex-jogadores da NFL que morreram entre 2016 e 2021 tinha encefalopatia traumática crônica (ETC), uma doença cerebral associada a impactos repetidos na cabeça, revelou um estudo publicado pelo Mass General Brigham, pela Universidade de Boston e pela Concussion & CTE Foundation, nesta terça-feira (25).

Segundo a pesquisa, ex-jogadores da NFL têm até 25 vezes mais chances de desenvolver a doença. Entre os 878 ex-atletas analisados que morreram no período, 235 haviam doado o cérebro para pesquisas, dos quais 215 apresentavam sinais de ETC. Entre os jogadores que sofreram de encefalopatia traumática crônica estão Junior Seau, Demaryius Thomas, Mike Webster, Scott Vermillion e Bobby Hull.

A prevalência de ETC entre os participantes é estimada entre 24,5% e 97,7%, enquanto 59,8% dos atletas avaliados preenchiam os critérios associados à demência.

"Precisamos dedicar recursos ao desenvolvimento de uma cura", afirmou Daniel Daneshvar, principal autor do estudo.

Em comunicado, a NFL declarou que continua trabalhando para tornar o esporte mais seguro, inclusive reduzindo o número e a intensidade dos impactos sofridos pelos jogadores.