Nesta quarta-feira (26), ocorreu em Belarus mais uma troca de prisioneiros de guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
"Em Gomel [cidade bielorrussa], com a assistência da República de Belarus, foi realizada mais uma troca humanitária de prisioneiros de guerra, no formato 10 por 10. Em resposta à transferência de prisioneiros de guerra ucranianos ocorrida em 24 de agosto, Kiev entregou 10 de nossos combatentes à Rússia", anunciou a comissária de direitos humanos russa, Yana Lantratova.
Ela observou que "o mais importante agora é que os combatentes recebam todo o apoio necessário e possam se reunir com seus entes queridos o mais rápido possível".
"Agradeço a todos que participaram desta missão humanitária. Quero expressar gratidão especial, em nome das famílias e entes queridos, ao nosso presidente, Vladimir Putin, ao Ministério da Defesa da Rússia e aos serviços competentes. E gostaria de agradecer separadamente à República da Belarus por sua assistência no retorno de nossos homens", acrescentou.
Lantratova enfatizou que Moscou está preparando novas trocas e espera que elas sejam finalizadas "em breve".
"Ao mesmo tempo, estamos conduzindo negociações sobre a troca de listas de pessoas desaparecidas, verificando operacionalmente quem está em cativeiro, iniciando conversas para agilizar seu retorno e trocando documentos", explicou.
Em meados de agosto, Yana Lantratova, publicou uma lista de 273 prisioneiros de guerra ucranianos que Moscou está disposta a entregar a Kiev como parte de trocas.
"A maioria desses militares está em território russo desde 2022. Estamos dispostos a entregá-los a qualquer momento com o objetivo principal: que nossos homens retornem para casa o mais rápido possível, para suas famílias e filhos", disse ela.
Pouco antes, foi divulgada uma lista com outros 224 prisioneiros ucranianos aprovados pela Rússia para troca.
Lantratova explicou que esse grupo também inclui ucranianos condenados por crimes na Rússia. Ela enfatizou a prontidão de Moscou para "entregá-los amanhã de manhã" como parte da troca.
"Mas a Ucrânia se recusa a recebê-los. Eles não precisam dessas 224 pessoas. O que eles querem é publicidade, não vidas humanas", afirmou.
Kiev trata seus cidadãos como "material descartável"
Lantratova ressaltou que seu departamento, juntamente com o Ministério da Defesa russo e os serviços competentes, fornece regularmente à Ucrânia listas de cidadãos russos.
A Ucrânia se recusa a repatriar seus próprios cidadãos e os trata "como material descartável", disse.
"Infelizmente, Kiev frequentemente rejeita as propostas que enviamos: eles não querem receber todos os seus homens e, mais importante, não têm pressa em devolver os nossos", insistiu ela.