Parlamentares democratas na Câmara dos Representantes dos EUA exigiram nesta quarta-feira (26) que o Secretário de Estado Marco Rubio explicasse as tentativas de alocar fundos do orçamento público ao Conselho da Paz, criado por iniciativa de Donald Trump e vinculado a um plano de reconstrução de Gaza.
Segundo a carta, Trump prometeu financiar a agência com US$ 10 bilhões pagos pelos contribuintes americanos. O Departamento de Estado tentou contribuir com mais US$ 50 milhões, mas suspendeu e cancelou a transferência após questionamentos do Congresso.
Os deputados Gregory Meeks, de Nova York, e Jamie Raskin de Maryland, também questionaram a estrutura e a supervisão do Conselho.
A carta observa que o plano de reconstrução de Gaza de Jared Kushner previa 180 arranha-céus, hotéis e vilas de luxo, além de moradias, escolas e hospitais, mas foi posteriormente reduzido a um projeto piloto para um acampamento temporário.
O Conselho da Paz foi criado por Trump em janeiro, como um instrumento para monitorar a paz na Faixa de Gaza; no entanto, crescem as preocupações de que seus poderes se estendam além da região e abordem questões globais.
Para se tornar membro permanente da organização, seria necessário pagar uma taxa de US$ 1 bilhão. Porém, dos mais de 60 países convidados, muitos, incluindo a maior parte dos membros da União Européia, o Vaticano e os BRICS, não aceitaram o convite.