
Mídia ocidental exige explicações de Israel pelo assassinato de jornalistas em Gaza

Um ano após o ataque ao Hospital Nasser, na Faixa de Gaza, que matou mais de 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas, as agências de notícias Associated Press (AP) e Reuters exigiram, em um comunicado conjunto na terça-feira (25), respostas do governo israelense.
As agências afirmaram que Israel "não forneceu respostas claras nem a a responsabilização que um incidente dessa gravidade exige".

"Continuaremos buscando respostas, exigindo responsabilização e pedindo acesso a Gaza para prestar apoio aos nossos colegas que vêm cobrindo a guerra há quase três anos", destacaram.
Ataque israelense a hospital
O ataque, ocorrido em 25 de agosto de 2025, atingiu o hospital Nasser, em Khan Younis, em um bombardeio conhecido como "duplo toque", técnica que atinge o mesmo local minutos após o primeiro impacto, atacando equipes de resgate e socorro.
As vítimas incluíam o cinegrafista da Reuters Hussam al-Masri, a jornalista visual Mariam Dagga, que trabalhava para a AP e outros veículos, e o freelancer Moaz Abu Taha, colaborador da Reuters. Também morreram o fotógrafo da Al Jazeera Mohammad Salama e Ahmed Abu Aziz, que atuava para a Quds Feed Network e outras emissoras.
Em março, o correspondente da RT, Steve Sweeney, e o cinegrafista Ali Rida Sbeity ficaram feridos quando um míssil atingiu uma área perto de onde estavam, no sul do Líbano.
‼️ MOMENTO EM QUE ATAQUE ISRAELENSE ATINGE CORRESPONDENTE DA RT NO LÍBANO
— RT Brasil (@rtnoticias_br) March 19, 2026
O jornalista Steve Sweeney e seu cinegrafista foram hospitalizados.
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