
Pentágono encontra arquivos 'escondidos' sobre a humilhante fuga dos EUA do Afeganistão

Investigadores do Pentágono que revisam a retirada dos EUA do Afeganistão descobriram documentos confidenciais que, segundo eles, foram suprimidos durante investigações anteriores.
Sean Parnell, presidente do Painel Especial de Revisão sobre a Retirada do Afeganistão, afirmou em um vídeo na quarta-feira (26) que sua equipe recuperou material "altamente relevante" que "deveria ter sido divulgado", "escondido em cofres onde não seriam encontrados".
"Após revisar esses documentos, ficou claro por que alguém tentou escondê-los", disse.

Ele não especificou o conteúdo dos documentos, quem os armazenou ou se eles se referem a decisões tomadas pelo então presidente Joe Biden. Ele prometeu seguir as evidências "aonde quer que elas levem e a quem quer que elas atinjam" para dar aos veteranos e suas famílias "o quadro completo".
Ataque e alegações subsequentes
O anúncio coincide com o quinto aniversário da tomada do aeroporto Abbey Gate de Cabul, o incidente mais mortal para as tropas americanas naqueles dias.
Treze militares americanos e cerca de 170 afegãos foram mortos em 26 de agosto de 2021, quando um homem-bomba atacou o portão de embarque durante a evacuação.
O movimento Talibã havia tomado o controle do país, o governo-fantoche apoiado pelo Ocidente entrou em colapso e milhares de pessoas lotaram o aeroporto.
Imagens de afegãos colaboracionistas agarrados a um avião militar que decolava marcaram o fim de 20 anos de presença americana.
Republicanos acusam funcionários do governo Biden de minimizar os alertas sobre um colapso iminente e de atrasar a evacuação.
Especialistas afirmaram que fotos e vídeos estavam desaparecidos. Segundo o Washington Post, o governo Biden negou qualquer acobertamento e atribuiu o caos ao colapso inesperado do governo afegão.
