O colapso das negociações comerciais entre Canadá e Estados Unidos aumentou a urgência de um plano para construir um novo oleoduto ligando a costa oeste canadense à Ásia, buscando ampliar as exportações de petróleo para o continente. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (28) por Mark Maki, CEO da estatal Trans Mountain, de acordo com a agência Reuters.
O Canadá, quarto maior produtor mundial de petróleo, envia cerca de 90% de suas exportações do produto aos Estados Unidos. Segundo Maki, as recentes tensões entre os dois países reforçaram a necessidade de diversificar os mercados.
"Os acontecimentos ao nosso redor tornaram o oleoduto da costa oeste muito mais urgente", afirmou. Anteriormente, o presidente Donald Trump impôs tarifa de 50% sobre US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 103,8 bilhões) em produtos canadenses.
Oleoduto para Ásia
O projeto ainda está em fase conceitual, mas o governo canadense e a província de Alberta afirmam que a obra é de interesse nacional. A Trans Mountain pretende desenvolver o oleoduto em uma rota semelhante à de sua infraestrutura atual, com apoio financeiro da Alberta Petroleum Marketing Commission e da Pembina Pipeline.
Os responsáveis pelo projeto querem que Ottawa o classifique como de interesse nacional, o que permitiria acelerar a aprovação regulatória. Maki disse que a empresa precisa avançar rapidamente nas consultas às comunidades indígenas e no planejamento da rota para solicitar autorização no início de 2027.
A atual Trans Mountain, com capacidade de 890 mil barris por dia, é o único oleoduto canadense de exportação de petróleo no sentido leste-oeste. Embora sua capacidade tenha sido triplicada em 2024, a produção segue crescendo e a estrutura já opera perto do limite.
A empresa também trabalha para adicionar 90 mil barris por dia à capacidade do oleoduto existente até o fim deste ano. Uma decisão final sobre novas estações de bombeamento, que acrescentariam outros 210 mil barris por dia até o fim de 2028, é esperada até o final de 2026.