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Sem precedentes: China comenta dificuldade dos resgates no Nepal, após 750 mortes confirmadas

Operações de resgate enfrentam riscos de novas inundações por formação de lagos de barragem na região afetada.
Sem precedentes: China comenta dificuldade dos resgates no Nepal, após 750 mortes confirmadasAP / Zheng Chongxi/Xinhua

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, comunicou no sábado (29) ao chanceler do Nepal, Shisir Khanal, que as operações de resgate das inundações na fronteira apresentam complexidade e dificuldade sem precedentes.

O colapso de uma geleira na região fronteiriça entre Nepal e China na quarta-feira (27) desencadeou enchentes devastadoras que já deixaram 750 mortos e 3.044 desaparecidos, segundo autoridades de ambos os países divulgaram neste domingo, citadas pela agência Reuters.

O desastre, considerado pelo governo chinês como o mais grave ocorrido entre as duas nações em anos recentes, provocou deslizamentos e fluxos de detritos que percorreram rios do Himalaia. A Cruz Vermelha estima que mais de 90 mil pessoas foram afetadas pelo desastre.

Nepal registrou 734 mortes e 2.498 desaparecidos, enquanto a China contabilizou 16 óbitos e 546 pessoas desaparecidas no condado de Gyirong, até sábado. Mais de 2.100 socorristas chineses foram mobilizados e ao menos 220 milhões de yuans foram aplicados para auxílio emergencial da China ao Nepal.