Na noite de domingo (21), оs Estados Unidos lançaram ataques contra a ilha de Larak, perto do Estreito de Ormuz, os primeiros em território iraniano desde o final de julho.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou que o ataque, que classificou como um "erro estratégico e fatal", deixou mortos e feridos, sem especificar o número. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), os alvos seriam dois lançadores de foguetes que supostamente se preparavam para lançar mísseis em direção ao Estreito de Ormuz.
Resposta imediata do Irã
A retaliação veio rapidamente. Poucas horas após o ataque dos EUA, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou o lançamento de drones e mísseis contra as bases americanas de Al Hussein e Al Azraq, na Jordânia, afetando "infraestrutura técnica e de manutenção". As Forças Armadas da Jordânia disseram ter interceptado oito mísseis que entraram no espaço aéreo do país.
A mídia iraniana também noticiou ataques contra navios americanos no Estreito de Ormuz, bem como contra o Catar, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, embora essa informação ainda não tenha sido confirmada por nenhum dos países envolvidos.
Os novos ataques americanos ocorrem após um curto período de relativa calmaria nas hostilidades entre os dois países. Durante esse período, o cessar-fogo e o prazo de 60 dias para encontrar uma solução negociada para o conflito expiraram, após o que o governo Trump anunciou uma nova onda de sanções econômicas contra o Irã.
Os EUA também alegaram ter concluído a desminagem do Estreito de Ormuz, o que é negado pelos iranianos.