
Marine Le Pen comemora "não" da Islândia à adesão à UE

A líder do partido Reunião Nacional da França, Marine Le Pen, celebrou o resultado do referendo na Islândia neste sábado (29), onde os eleitores rejeitaram a retomada das negociações de adesão à União Europeia.
A votação islandesa assume um significado simbólico neste contexto e representa uma decepção para Bruxelas, que, segundo a Reuters, considerava a ilha de 400 mil habitantes um caso de "baixo risco" por ser um país pequeno e rico, cuja admissão seria útil para atenuar o ceticismo em relação ao alargamento do bloco.
Em uma mensagem publicada na rede social X, a candidata afirmou que a votação na Islândia demonstrou que "a adesão à União Europeia não é o horizonte natural de todas as democracias europeias".

Crítica ao federalismo europeu
"Esta votação envia uma mensagem clara: as pessoas devem poder decidir o seu próprio futuro, as suas instituições e a sua capacidade de defender os seus interesses nacionais", escreveu Le Pen.
"Num momento em que alguns defendem mais federalismo e a transferência de soberania para a Comissão Europeia, esta votação serve como um lembrete de que outra Europa é possível", observou a líder nacionalista e principal opositora do presidente Emmanuel Macron.
A sua proposta alternativa é uma "Europa de nações livres e soberanas que cooperam voluntariamente em questões de interesse comum", onde cada país mantém o controle total sobre as suas decisões, sem ceder autoridade a instituições supranacionais.
