Militares do regime de Kiev podem estar ligados à morte de monge, diz Igreja Ortodoxa Ucraniana

Metropolita cita atuação de promotoria especializada em crimes cometidos por militares como base da suspeita.

O metropolita Antony, administrador da Igreja Ortodoxa Ucraniana, afirmou que militares ucranianos podem estar envolvidos no assassinato do monge Varsonofy, da Lavra de Sviatogorsk, na região de Donetsk, em 23 de agosto. A informação foi publicada nesta segunda-feira (31) pela mídia local.

Segundo Antony, o caso está sob responsabilidade da Promotoria Especializada na Área de Defesa da Região Oriental. De acordo com ele, o fato de a investigação estar a cargo de um órgão responsável por apurar crimes cometidos por militares indica quem as autoridades consideram como possíveis autores.

O líder religioso afirmou ainda que, uma semana após o crime, nenhuma versão sobre o ocorrido havia sido divulgada. Ele pediu que o caso seja investigado de forma "objetiva e imparcial", sem influência de conveniência política ou fatores ideológicos.

Investigação

Nem a polícia da região de Donetsk nem a promotoria responsável pela investigação haviam comentado o assassinato do monge no território da Lavra.

A Igreja Ortodoxa Ucraniana informou anteriormente que Varsonofy foi morto a tiros e que outros dois monges ficaram gravemente feridos.

Em janeiro, um eremitério da Lavra de Sviatogorsk foi saqueado por desconhecidos. O vigia encontrou portões e portas arrombados, marcas de pneus de caminhão e várias pegadas no local.