Notícias

Trump avalia ataques militares limitados contra o Irã no Estreito de Ormuz — Axios

O plano das Forças Armadas americanas, apoiado pelo secretário de Guerra, busca evitar que Teerã reconstrua suas capacidades militares para atacar embarcações.
Trump avalia ataques militares limitados contra o Irã no Estreito de Ormuz — AxiosGettyimages.ru

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus assessores de alto escalão avaliam a possibilidade de lançar ataques militares limitados no Estreito de Ormuz para impedir que o Irã recomponha suas capacidades de radar e mísseis. A informação foi publicada pelo portal Axios, citando três fontes do governo norte-americano, que destacam que a iniciativa tem como propósito direto neutralizar as ameaças contra os navios que transitam pela região.

A proposta foi desenvolvida na última semana pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) e conta com o respaldo do secretário de Guerra, Pete Hegseth. O projeto não havia recebido a aprovação de Trump antes da troca de tiros registrada neste fim de semana com o Irã. Agora o presidente poderia autorizá-lo após a nova escalada de tensão, com o objetivo de reduzir o risco de ataques contra petroleiros e embarcações americanas.

Nos últimos dois meses, o Exército dos EUA assumiu controle gradual do estreito, degradando capacidades iranianas, retirando minas e guiando embarcações, o que limitou a influência do Irã sobre a via, informa a Axios. No entanto, segundo funcionários norte-americanos, o CENTCOM demonstrou preocupação com as tentativas do Irã de reconstruir sua defesa aérea, radares e mísseis antinavio, destacando o recente lançamento de um míssil antiaéreo iraniano contra um caça americano F-35 que escoltava navios na região.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

Diante desse cenário, o CENTCOM notificou nos últimos dias Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, e a Casa Branca, sobre a necessidade de realizar ofensivas periódicas para garantir o trânsito diário de petroleiros.

Por sua vez, os ataques do Irã no domingo (30) com projéteis balísticos contra bases americanas na Jordânia, realizados após forças americanas atacarem tropas iranianas, poderiam mudar a postura de Washington, que inicialmente preferia evitar o confronto. Trump afirmou na segunda-feira à Fox News que vão responder aos ataques e os "atingirão com força".

O bloqueio do Estreito de Ormuz se tornou a maior crise petrolífera já registrada. O fechamento do estratégico corredor marítimo provocou o desaparecimento de 10,1 milhões de barris diários dos mercados internacionais, quase o dobro do ocorrido durante a Revolução Iraniana, que agora ocupa o segundo lugar entre as maiores interrupções de fornecimento da história.

Golpe em Larak e resposta iraniana

  • O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) qualificou a agressão como "erro estratégico e fatal", e relatou mortos e feridos, sem precisar o número.
  • Poucas horas depois, o CGRI lançou drones e mísseis contra as bases americanas Al Hussein e Al Azraq, na Jordânia, e atingiu "infraestrutura técnica e de reparação, além de instalações de operação de aeronaves inimigas".
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, costumava dizer que a guerra contra o Irã terminaria rapidamente. No entanto, o conflito já dura meio ano. Durante esse período, Washington não conseguiu alcançar seus objetivos em relação ao programa nuclear iraniano e ao Estreito de Ormuz. Além disso, a situação se torna cada vez mais tensa, diante de relatos de que os estoques de armamento do Pentágono começam a se esgotar.