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Rússia reúne 80 países em fórum para ampliar integração econômica com a Ásia

Evento em Vladivostok terá mais de 70 sessões e plenária com o presidente Vladimir Putin em 3 de setembro.
Rússia reúne 80 países em fórum para ampliar integração econômica com a ÁsiaRoscongress / Aleksandr Zholobov

A cidade russa de Vladivostok recebe, de 1º a 4 de setembro de 2026, a 11ª edição do Fórum Econômico Oriental (VEF). O encontro é dedicado ao desenvolvimento do Extremo Oriente russo e à cooperação com países da Ásia-Pacífico.

O evento será realizado no campus da Universidade Federal do Extremo Oriente, na ilha Russky. O lema desta edição é "Extremo Oriente: desenvolvimento em benefício das pessoas".

O VEF funciona como plataforma internacional para fortalecer relações entre empresas, investidores e países da região. Também apresenta o potencial econômico, as oportunidades de investimento e as condições comerciais do Extremo Oriente russo.

Participação internacional

Realizado anualmente desde 2015, o fórum foi cancelado apenas em 2020, devido à pandemia de covid-19. Até 31 de agosto, representantes de 80 países haviam confirmado participação na edição de 2026.

Entre os participantes estão China, Índia, Emirados Árabes Unidos, Japão, Mongólia e Coreia do Sul. As maiores delegações são esperadas de China, Índia, Mongólia, Japão e Coreia do Sul.

A sessão plenária de 3 de setembro terá a participação do presidente russo, Vladimir Putin, e do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto.

Também participarão o primeiro-ministro da Mongólia, Nyam-Osor Uchral; o primeiro vice-presidente de Myanmar, U Nyo So; e o vice-primeiro-ministro do Conselho de Estado da China, Ding Xuexiang.

Agenda econômica

A programação empresarial terá mais de 70 sessões agrupadas em cinco blocos. Os temas incluem vida e trabalho no Extremo Oriente, atração de investimento privado, cooperação internacional, tecnologias e logística, e infraestrutura para o crescimento econômico.

Entre os assuntos previstos estão inteligência artificial, robotização, tecnologias não tripuladas, formação de capital humano, investimentos, comércio e desenvolvimento de novas rotas logísticas.

O programa também inclui o Fórum de Indústrias Criativas, o Fórum Internacional "Dia do Falcão", o fórum juvenil "Dia do Futuro" e uma conferência sobre integração dos transportes na Ásia-Pacífico.

Papel estratégico

O VEF-2026 ocorre em um contexto de transformação da economia mundial e das relações internacionais. Analistas destacam mudanças nas antigas cadeias econômicas e logísticas e o avanço da Ásia-Pacífico como um dos principais centros de crescimento global.

Nesse cenário, Vladivostok é apresentada como espaço para buscar novas rotas comerciais, investimentos e mecanismos de cooperação. Para a Rússia, o Extremo Oriente também é visto como uma ponte entre a economia russa e os mercados asiáticos.

O assessor presidencial e secretário-executivo do comitê organizador do VEF, Anton Kobyakov, considera que o fórum pode contribuir para uma nova arquitetura de cooperação internacional na Ásia-Pacífico.

Segundo Kobyakov, essa arquitetura seria baseada em projetos concretos, confiança e consideração mútua de interesses.

Acordos esperados

O vice-primeiro-ministro e representante presidencial no Distrito Federal do Extremo Oriente, Yuri Trutnev, afirmou que o fórum se tornou um instrumento efetivo para o desenvolvimento socioeconômico da região.

Para 2026, são esperados cerca de 380 acordos no valor de até 6,5 trilhões de rublos, ou US$ 76 bilhões.

O VEF-2026 pretende combinar o desenvolvimento do Extremo Oriente com a consolidação de Vladivostok como plataforma internacional de diálogo, investimentos e cooperação econômica em uma região cada vez mais importante para a economia mundial.