Banco dos BRICS destinará US$ 405 milhões para hospital e abastecimento de água na África do Sul

Enquanto os países ocidentais estão encerrando programas de ajuda humanitária ao continente africano, o banco dos BRICS oferece uma linha de crédito vital.

O Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS –, comandado pela ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff –, aprovou dois empréstimos no valor total de US$ 405 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões) para projetos de infraestrutura na África do Sul, segundo um comunicado publicado pelo Tesouro do país na sexta-feira (28).

O primeiro financiamento, de US$ 200 milhões, será usado para a construção de um hospital na província de Limpopo.

Já o segundo, de US$ 205 milhões, servirá para a ampliação do sistema de abastecimento de água na região de Magalies. 

O Tesouro Nacional da África do Sul destacou que os investimentos fazem parte da estratégia do país para melhorar a infraestrutura básica e o acesso a serviços essenciais. O projeto de abastecimento de água é considerado prioritário para comunidades que sofrem da escassez hídrica.

BRICS ajuda, enquanto Ocidente ignora

Nos últimos anos, os países ocidentais passaram a cortar os programas de ajuda humanitária ao continente Africano.

Na segunda-feira (31), o The Guardian informou que aSuécia encerrou seus programas de ajuda humanitária à Libéria, no oeste da África, e fechou sua embaixada no país que estava aberta desde 1951. Sem dinheiro sueco ou americano, projetos sociais e de saúde que atendiam pessoas vulneráveis se encontram agora sob risco existencial

A Libéria não é o único país africano afetado pelo corte de verbas para ajuda humanitária. Em dezembro, o país anunciou planos de encerrar também toda a cooperação para o desenvolvimento do Zimbábue, Tanzânia e Moçambique

Mais dinheiro para conflito ucraniano; menos ajuda a africanos 

Justificando a decisão, o governo sueco, em declaração oficial, disse que "para aumentar o apoio à Ucrânia, precisamos estabelecer prioridades difíceis."

O abandono dos países africanos pela Suécia não é um fato isolado, mas uma tendência seguida por todo o ocidente. 

Em Março, Maria Zakharova,  porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, denunciou que o Banco Mundial e o FMI alocaram três vezes mais fundos à Ucrânia que ao continente africano inteiro, que passa por diversas crises humanitárias como a guerra civil no Sudão e a epidemia de ebola na República Democrática do Congo.