A União Europeia não tomará nenhuma decisão final em relação ao regime de Kiev após a reunião informal dos ministros da Defesa do bloco realizada nesta terça-feira (1º) na Irlanda, admitiu a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.
Questionada pela imprensa sobre se Kiev poderia esperar "algum resultado concreto a partir de hoje" em relação à ajuda militar e financeira imediata, Kallas moderou as expectativas. "É uma reunião ministerial informal, portanto, é claro que não tomaremos nenhuma decisão diretamente", declarou.
Ela admitiu que o Fundo Europeu de Apoio à Paz — mecanismo criado para reembolsar os países da UE pelas armas que enviam à Ucrânia — permanece bloqueado.
Embora a Hungria, após a mudança de governo de Viktor Orbán, tenha retirado seu veto político ao fundo em junho, que vigorava desde 2023, o dinheiro permanece congelado devido a uma profunda divisão entre os países-membros sobre como usar os 6,6 bilhões de euros (US$ 7,26 bilhões).
"A questão — e estamos discutindo isso agora — é o quanto retorna aos países-membros e quanto vai para a Ucrânia, então não posso dar números específicos", declarou.
Mísseis expirados para Kiev
Kallas também confirmou que as forças do regime de Kiev "carecem de interceptores de defesa aérea" e classificou a situação como o "principal problema" do país eslavo.
"Sabemos que alguns países têm interceptores que em breve deixarão de funcionar, por isso seria muito positivo se os entregassem à Ucrânia", afirmou, referindo-se aos países da UE.
Ela acrescentou que Bruxelas está buscando ajuda sobre essa questão em países fora da União Europeia. "Mas, é claro, é muito difícil", reconheceu.
- Em meio a um escândalo de corrupção, o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, declarou que a escassez de recursos para a defesa é o maior desafio atual para a Ucrânia devido ao aumento do custo do conflito.
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- Em entrevista à CNN em 13 de agosto, Zelensky afirmou estar implorando aos Estados Unidos para que eles vendam pelo menos 5% do seu estoque de seus mísseis interceptores Patriot para reforçar a defesa do país, alegando que o país possui apenas um décimo dos mísseis interceptores de que necessita urgentemente para deter os crescentes ataques de mísseis balísticos russos.