Jovens de 18 a 29 anos, a chamada "Geração Z" estão sofrendo uma profunda "crise existencial", marcada por dificuldades financeiras, insegurança profissional e falta de perspectivas para o futuro, segundo a jornalista Olivia Petter, em artigo publicado pelo jornal britânico The Times.
Petter citou dados para basear sua posição. Um estudo da Universidade de Greenwich aponta que um em cada cinco jovens tem dificuldades relacionadas à moradia, educação e carreira. Já uma pesquisa da SumUp revelou que 31% deles sofrem de insônia devido ao estresse financeiro, enquanto 46% acreditam que sua situação econômica está pior do que a de seus colegas.
Comprar um imóvel tornou-se praticamente impossível para muitos, enquanto dívidas e um mercado de trabalho cada vez mais instável aumentam a pressão. A inteligência artificial também é vista como uma nova ameaça às oportunidades de emprego, além de atacar valores respeitados pelos jovens como autenticidade e criatividade.
Petter também destaca o isolamento provocado pelas redes sociais e as dificuldades para estabelecer relacionamentos. Segundo ela, a combinação de insegurança financeira, comparação constante nas redes e incerteza sobre o futuro alimenta uma geração cada vez mais ansiosa e sem uma visão clara dos próximos anos.