Os ataques iranianos com mísseis e drones contra bases dos Estados Unidos no Oriente Médio causaram "danos significativos às infraestruturas, instalações, armas e equipamentos", além de provocar a morte ou ferimentos em "um número considerável de comandantes e soldados americanos", informou Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, o comando operacional máximo das Forças Armadas do Irã.
Segundo o funcionário, a ação militar ocorreu em resposta ao que ele classificou como uma "agressão aérea e bombardeio selvagem contra alguns alvos militares e civis nas regiões do sul do Irã", que teria matado "várias pessoas inocentes". De acordo com o comunicado, os bombardeios de Washington ocorreram após seus "fracassos consecutivos na guerra de imposição" contra Teerã.
Zolfaghari advertiu que a operação ofensiva do Irã continuará como uma "lição" para os EUA "até que se arrependam de seu crime". O comunicado contém ainda uma ameaça explícita a outros atores regionais. "Advertimos que a continuação das atrocidades dos americanos na região enfrentará respostas mais duras, mais amplas e mais devastadoras, e qualquer país que cooperar com o exército agressor dos Estados Unidos deve aceitar suas consequências perigosas", afirmou o porta-voz.
- O Comando Central dos EUA realizou nesta terça-feira (1º) uma série de bombardeios em larga escala contra posições da Guarda Revolucionária iraniana nas províncias de Sistão, Baluchistão e Hormozgã. Washington justificou esses ataques como uma resposta direta às supostas tentativas do Irã de plantar minas no Estreito de Ormuz.
- O presidente Donald Trump defendeu a legitimidade desses ataques de "grande escala" e enviou uma severa advertência a Teerã caso o país tente retaliar. O mandatário norte-americano ameaçou lançar uma ofensiva militar destrutiva ainda maior que está "à espera nos bastidores", garantindo que, caso isso ocorra, "restará muito pouco da República Islâmica do Irã".
- Em resposta ao ataque aéreo de Washington, as forças militares da República Islâmica do Irã lançaram uma ofensiva de retaliação utilizando mísseis e drones contra "posições inimigas" na região.
- O Estado-Maior das Forças Armadas do Irã e o porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebi, afirmaram que os EUA se arrependerão dessa nova agressão. Desde Teerã, prometeram desferir "golpes esmagadores e devastadores" contra tropas e bases do Exército norte-americano destacadas no Oriente Médio.