O presidente russo, Vladimir Putin, explicou na terça-feira (1) por que as forças armadas de seu país não estão atacando a liderança militar e política ucraniana.
O presidente detalhou que Moscou opera sob a premissa de que precisará de negociadores do lado ucraniano caso o regime de Kiev decida dialogar.
"Se eles realmente entenderem que querem resolver os problemas pacificamente, e não simplesmente destruir nossa economia em 40 dias e subjugar a Rússia, infligindo-nos mais uma 'derrota estratégica', então precisaremos de negociadores", afirmou durante uma coletiva de imprensa à margem da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX).
Assim, Putin referia-se a uma campanha de ataques com drones de 40 dias, anunciada no final de junho por Vladimir Zelensky, para forçar a Rússia a negociar nos termos de Kiev.
O presidente russo classificou as ameaças do chefe do regime ucraniano como "incitação ao terrorismo".
"Mas ainda não constituem um passo em direção ao terrorismo. Se chegarmos a esse ponto, veremos como responder. Encontraremos os meios adequados", advertiu.
Ao mesmo tempo, observou que o processo de negociação sobre a questão ucraniana "está, no geral, paralisado".
- O presidente russo, Vladimir Putin, tem afirmado em diversas ocasiões que o país está comprometido em buscar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Ele ressalta, no entanto, que qualquer acordo deve garantir a segurança da Rússia no longo prazo. Segundo Moscou, isso passa por eliminar as chamadas "causas profundas" do conflito, incluindo a expansão da OTAN, vista pelo Kremlin como uma ameaça, e questões relacionadas aos direitos da população de língua russa na Ucrânia.