O secretário de Estado Marco Rubio comentou nesta quarta-feira (02) o propósito da visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscou na semana passada.
"Sua visita foi em grande parte rotineira, no sentido de simplesmente estabelecer e fortalecer ainda mais esses canais de comunicação entre os serviços de inteligência", disse Rubio em uma recente entrevista.
O alto funcionário acrescentou que isso não é "sem precedentes", enfatizando que "apesar de quaisquer diferenças geopolíticas que possam existir, os Estados Unidos precisam ser capazes de se comunicar com a Rússia de um ponto de vista muito prático". "Eles têm o maior, o segundo maior arsenal nuclear do mundo. Os Estados Unidos precisam ser capazes de se comunicar com eles", ressaltou.
"E acredito que, há muito tempo, existem intercâmbios entre nossas respectivas comunidades de inteligência, incluindo o Departamento de Guerra, com o objetivo de coordenar esforços para evitar conflitos e problemas dessa natureza", reiterou ele, enfatizando que tais contatos podem " ser úteis em tempos de crise ou conflito ".
"Mas isso não fazia parte de nenhuma iniciativa mais ampla, além de continuar a estabelecer esses canais de comunicação entre os serviços de inteligência", insistiu Rubio.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, esclareceu na quinta-feira que "Ratcliffe se reúne com seu homólogo russo uma vez a cada seis meses ou uma vez por ano". "Eles têm um ótimo relacionamento. Não houve mensagens nem nada de incomum", disse ele ao Axios.
- Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou após a reunião que "os contatos entre os serviços de inteligência são um desenvolvimento positivo". No entanto, enfatizou que é prematuro discutir até que ponto esses contatos influenciarão a resolução da " profunda crise" em que se encontram as relações russo-americanas.
- Peskov enfatizou que os contatos entre as agências de inteligência russas e americanas são regulares e substanciais, e que especular sobre eles é "um passatempo famoso".