Após os ataques retaliatórios do Irã lançados na madrugada de terça-feira (1º) contra a cidade iraquiana de Erbil, satélites da NASA registraram um possível incêndio em um complexo militar americano próximo ao aeroporto internacional.
A área afetada situa-se perto de vários armazéns, hangares de aeronaves e instalações de alojamento de tropas.
A agência de notícias iraniana Fars informou, citando o Observatório de Inteligência do Egito, que imagens de satélites da missão Europeia Sentinel-2 mostram sinaisque indicam um incêndio recente perto de uma área de alojamento de tropas, provavelmente relacionada a ataques da República Islâmica.
Observa-se também que um balão ou dirigivel que estava localizado nas instalações "já não é visível, enquanto marcas de fogo perto do seu centro de comando e controle podem indicar que foi atingido".
Nova escalada
- O Comando Central dos EUA lançou nesta terça-feira (1º) uma série de bombardeios em larga escala contra posições da Guarda Revolucionária iraniana nas províncias de Sistão, Baluchistão e Hormozgã. Washington justificou esses ataques como uma resposta direta às supostas tentativas do Irã de plantar minas no Estreito de Ormuz.
- O presidente Donald Trump defendeu a legitimidade desses ataques e enviou uma severa advertência a Teerã caso o país tente retaliar. O mandatário norte-americano ameaçou lançar uma ofensiva militar destrutiva ainda maior que está "à espera nos bastidores", garantindo que, caso isso ocorra, "restará muito pouco da República Islâmica do Irã".
- Em resposta ao ataque aéreo de Washington, as forças militares da República Islâmica do Irã lançaram uma ofensiva de retaliação utilizando mísseis e drones contra "posições inimigas" na região.
- O Estado-Maior das Forças Armadas do Irã e o porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebi, afirmaram que os EUA se arrependerão dessa nova agressão. Desde Teerã, prometeram desferir "golpes esmagadores e devastadores" contra tropas e bases do Exército norte-americano destacadas no Oriente Médio.