
'Temos as ferramentas': Israel ameaça retaliar Reino Unido por sanções

O ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar, alertou nesta semana o Reino Unido sobre possíveis sanções contra Israel em resposta à decisão de Tel Avivi de abrir licitações para a construção de assentamentos na área E1, na Cisjordânia.
"Quero deixar uma coisa clara: se a Grã-Bretanha agir contra o Estado de Israel, o Estado de Israel agirá contra a Grã-Bretanha", afirmou, alegando que Tel Aviv tem as "ferramentas" para agir.

"Estou dizendo isso de forma clara e enfática. Se eles agirem, estarão cometendo um grave erro", reiterou.
Saar insistiu que, se Londres decidir agir contra Israel, o Estado judeu "também agirá" contra ela, sem dar mais detalhes. "Por que insinuar? O que eu disse já basta. Estamos nos preparando. Espero que eles não estejam enganados. Se estiverem enganados, haverá uma resposta", afirmou.
Londres "não ficará de braços cruzados"
No final de agosto, o secretário de Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, declarou que o governo do Reino Unido prepararia sanções direcionadas contra israelenses envolvidos na "expansão ilegal de assentamentos" em Gaza e na Cisjordânia.
O Reino Unido não ficará de braços cruzados enquanto a solução de dois Estados é destruída, declarou Miliband, após o governo israelense abrir licitação para a construção de 1.200 casas em assentamentos. Ele descreveu as ações do governo israelense na Cisjordânia como "inaceitáveis e destrutivas".
Miliband exigiu que Saar "suspenda imediatamente os planos" para esses territórios e retire a licitação. Ele também convocou a principal representante diplomática de Israel no Reino Unido, a encarregada de negócios Daniela Grudsky Ekstein, ao Ministério das Relações Exteriores para transmitir claramente essas exigências.
- Essas declarações destacam o endurecimento da posição britânica em relação ao governo de Benjamin Netanyahu sob a liderança de Andy Burnham, uma mudança que já era evidente antes de Burnham assumir formalmente o cargo de primeira-ministra em julho.
- Burnham pediu desculpas pela posição anterior do Partido Trabalhista sobre as operações militares de Israel em Gaza durante o mandato de seu antecessor, Keir Starmer, e reconheceu que o partido "não agiu corretamente".
