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'Também somos vítimas': CEO do Dínamo de Moscou rebate Flamengo e Botafogo

Pavel Pivovarov reforça versão de reprovação nos exames médicos após clube russo desistir de contratar Plata e Matheus Martins: "A etapa mais essencial não foi concluída".
'Também somos vítimas': CEO do Dínamo de Moscou rebate Flamengo e BotafogoImagem Ilustrativa.

O Dínamo de Moscou voltou a se manifestar sobre a polêmica envolvendo as negociações com Flamengo e Botafogo pelos atacantes Gonzalo Plata e Matheus Martins. Depois de divulgar um comunicado oficial sobre a desistência das duas contratações, o clube russo decidiu apresentar novos esclarecimentos na quinta-feira (5) por meio de seu CEO, Pavel Pivovarov, em entrevista ao veículo esportivo russo Match TV.

Pivovarov contestou a interpretação de que o Dínamo teria agido de forma irregular ou desrespeitosa durante as tratativas. Segundo o dirigente, o clube não anunciou oficialmente a conclusão das transferências, mas apenas informou que os dois jogadores haviam chegado à Rússia para cumprir as etapas necessárias antes da assinatura dos contratos.

"Também nos consideramos vítimas nessa situação", afirmou o CEO, ao rebater as críticas feitas pelos clubes brasileiros. A declaração ocorre em meio ao aumento da tensão entre as partes depois que Flamengo e Botafogo passaram a questionar publicamente os motivos apresentados pelo Dínamo para interromper os negócios.

O caso ganhou repercussão porque Gonzalo Plata, atacante equatoriano de 25 anos que pertence ao Flamengo, chegou a ser anunciado pelo clube russo. O jogador havia sido negociado por aproximadamente 10 milhões de euros (cerca de R$ 60,1 milhões), e viajou para a Rússia no último sábado (29) para concluir o processo de transferência.

Dínamo mantém versão sobre os exames médicos

Embora a primeira nota oficial do Dínamo de Moscou não tenha detalhado o motivo da desistência, Pivovarov confirmou que a avaliação médica teve papel decisivo na decisão. O dirigente explicou que o clube inicialmente preferiu não divulgar informações específicas para evitar exposição dos jogadores e preservar a relação com Flamengo e Botafogo.

Segundo Pivovarov, a decisão foi tomada a partir de uma análise dos riscos envolvidos nas contratações. O CEO afirmou que o Dínamo considera seus novos jogadores investimentos de longo prazo e, por isso, não poderia ignorar qualquer fator que pudesse representar uma preocupação para o planejamento esportivo da equipe.

"Considerando os objetivos de longo prazo do clube, foi tomada a decisão de não assinar os contratos", explicou o dirigente. Para ele, o fato de os detalhes da negociação terem vindo a público no Brasil tornou necessário esclarecer a posição do Dínamo.

Pivovarov também afirmou que a equipe russa tinha interesse real em concluir as duas operações. De acordo com o CEO, não houve uma estratégia deliberada para criar uma situação de constrangimento para os clubes brasileiros ou para os atletas, mas uma mudança de decisão após a análise de todas as informações disponíveis.