O presidente Donald Trump confirmou, nesta sexta-feira (4), que Brasil e Argentina serão países importantes para seu plano de baratear o custo da carne para consumidores norte-americanos.
"Pode haver outros países, mas, neste momento, são principalmente Argentina e Brasil. Mas pode haver outros países", afirmou, ao responder ao questionamento de uma jornalista durante coletiva de imprensa no Salão Oval.
Em agosto, Trump havia anunciado um acordo para importar até 300 mil toneladas de produtos de carne moída por um período de 90 dias. Esse aumento seria incentivado pela suspensão de certas tarifas, que possibilitaria a comercialização dos insumos a 25% abaixo do preço de mercado. Em última análise, a medida buscaria conter a alta dos preços do alimento entre os consumidores americanos.
Em contrapartida, a medida pode incentivar produtores brasileiros, atraídos por lucro no mercado norte-americano, a comercializar carne nos Estados Unidos, a fim de maximizar seus ganhos em dólar. A pressão sobre o mercado tem potencial para resultar em um encarecimento da carne para os consumidores brasileiros.
A revelação de Trump ocorre um dia após entrar em vigor o veto da União Europeia aos produtos de origem animal do Brasil, medida que foi classificada pelo governo Lula como motivo de indignação e que exigiria respostas.