China usa jatos armados com mísseis para interceptar aviões de aliado dos EUA

Ao menos três JL-10 com mísseis PL-5 interceptaram três aeronaves na área disputada.

A China usou jatos de treinamento armados para afastar aeronaves filipinas da região disputada do Atol de Scarborough, no mar do Sul da China. Ao menos três jatos JL-10 chineses interceptaram e acompanharam três aeronaves das Filipinas. A informação foi publicada pelo portal South China Morning Post nesta sexta-feira (4).

Os jatos chineses estavam equipados com mísseis ar-ar PL-5. Imagens divulgadas pelo Comando do Teatro Sul do Exército Popular de Libertação mostraram os sistemas eletrônicos dos jatos fixando como alvos aeronaves filipinas de pequeno porte.

Durante a operação, um piloto chinês avisou por rádio que os aviões filipinos haviam entrado no espaço aéreo de Huangyan Dao, nome usado pela China para o Atol de Scarborough, e ordenou que deixassem a região.

Jatos de treinamento

Os JL-10 são usados principalmente para treinamento avançado, mas também podem cumprir missões de combate. Segundo o South China Morning Post, o emprego desses aviões armados pode oferecer à China uma alternativa mais barata nos confrontos aéreos cada vez mais frequentes na região.

A estratégia permitiria a Pequim recorrer a aeronaves menos caras do que caças de primeira linha para responder a voos de vigilância ou patrulha.

O episódio ocorre em meio à disputa pelo controle do mar do Sul da China. Pequim reivindica soberania sobre praticamente toda a região, enquanto Vietnã, Filipinas, Malásia e Brunei também apresentam reivindicações territoriais.

Tensão regional

A área concentra importantes rotas comerciais, recursos pesqueiros e possíveis reservas de petróleo e gás. Nos últimos meses, China e Filipinas registraram uma sequência de incidentes no mar e no ar.

Em julho, a Guarda Costeira filipina acusou a força chinesa de usar canhões de água contra embarcações das Filipinas perto do Atol de Scarborough. Na sequência, Estados Unidos e Japão participaram de exercícios marítimos com as Filipinas na região, enquanto a China realizou suas próprias manobras militares.

Em agosto, os confrontos continuaram, e Manila e Pequim trocaram acusações sobre suas atividades nas águas disputadas.