Presidente de Cuba põe defesa territorial como prioridade diante de possível ataque

Díaz-Canel diz que população deve estar preparada para retirada e proteção em caso de agressão militar.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta sexta-feira (4) que a preparação da população para a defesa territorial continua sendo uma atividade de "enorme prioridade" para Havana, em meio ao endurecimento do bloqueio imposto por Washington à ilha há mais de 60 anos, que inclui a ameaça de ações militares diretas, informou a Presidência do país caribenho em comunicado.

Em discurso perante o Conselho de Defesa Nacional, o presidente destacou a necessidade de proteger a população caso ocorra uma agressão militar. Nesse sentido, ressaltou que as pessoas devem estar devidamente informadas sobre para onde devem se dirigir, qual rota seguir e como realizar corretamente a retirada de pessoas vulneráveis, o que, segundo ele, exige ações de preparação.

Na avaliação de Díaz-Canel, o esforço de defesa deve ser acompanhado pela "mobilização política, pelo trabalho político e ideológico com a população e por sua participação nas principais tarefas e prioridades que estão sendo tratadas atualmente no país", particularmente na área econômica, na qual é necessário colocar em prática as transformações.

"Os conselhos de defesa provinciais, municipais e de zona se tornaram hoje o eixo em torno do qual são realizadas as principais análises e tomadas as principais decisões, tanto no âmbito político e ideológico quanto no econômico e social", afirmou.

Tentativa de asfixia

Díaz-Canel também se referiu à ofensiva dos EUA e ao impacto das sanções sobre a situação interna do país caribenho.

"São sanções que têm muito a ver com declarações feitas em outros momentos pelo presidente dos Estados Unidos [Donald Trump] e pelo secretário de Estado [Marco Rubio]; um deles disse que só faltava arrasar Cuba, porque haviam nos levado a uma situação de pressão máxima com as medidas; e o outro vem dizendo constantemente que todas as válvulas de escape de Cuba serão fechadas", afirmou.

Nesse sentido, o líder socialista destacou que as declarações das autoridades americanas deixam claro que "há uma perseguição" contra a economia de Cuba, suas finanças e "tudo o que vem sendo implementado no país para enfrentar essa situação".